MONTEIRO LANÇA PLANO NACIONAL DA CULTURA EXPORTADORA EM PERNAMBUCO

18 nov 2015

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro, lançou nesta terça-feira, em Pernambuco, o Plano Nacional da Cultura Exportadora (PNCE), que tem como objetivo aumentar o número de empresas pernambucanas exportadoras.

Braço regional do Plano Nacional de Exportações, lançado pelo Governo Federal em junho deste ano, o PNCE vai trabalhar inicialmente com 250 empresas de pequeno e médio portes em Pernambuco, que terão acesso a diagnóstico de produtos e serviços, consultoria de inteligência comercial (que avalia em quais mercados aquele produto ou serviço tem potencial de venda), rodadas de negócios com compradores estrangeiros e participação em missões comerciais.

“O PNCE é uma ferramenta muito importante no fomento da cultura exportadora no estado. “Pernambuco já é importante entreposto regional e pode aumentar, e muito, suas vendas para outros países, bem como dobrar o número de empresas exportadoras”, disse o ministro.

O PNCE é desenvolvido em cinco etapas – sensibilização, inteligência comercial, adequação de produtos e processos, promoção comercial e comercialização. Além disso, conta ainda com três temas transversais para o direcionamento das empresas: financiamento, qualificação e gestão. Até o final de 2016, empresas de todos os estados brasileiros serão beneficiadas com as ações do PNCE.

Os setores contemplados pelo PNCE em Pernambuco abrangem artefatos de couro, bebidas, joias e biojoias, metalmecânico, higiene e limpeza, alimentícios, borracha e plástico, fármaco-químicos (dermocosméticos), biotecnológicos, vestuários e acessórios, TI e economia criativa.

“Há um espaço que o comércio exterior nos oferece para o Brasil ampliar as exportações e com isso gerar mais empregos e oportunidades aqui. E Pernambuco pode muito bem aproveitar esta oportunidade e ampliar muito as exportações. Vamos mobilizar as empresas, informar, capacitar, treinar e mostrar que esse canal externo não é tão inacessível como alguns pensam. Muitos acham que é complicado exportar. O PNCE vai mostrar que não é complicado e que a exportação traz muitos benefícios”, explicou o ministro.

Em Pernambuco, o programa conta com o apoio de 20 parceiros – entre regionais e nacionais – como os ministérios do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC); das Relações Exteriores (MRE); da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa); e da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI); a Fiepe; Governo do Estado (Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco – ADDIPER); Sebrae; Apex-Brasil; ABDI; Correios; Banco do Brasil e Caixa Econômica.

Participaram do lançamento o presidente da Federação das Indústrias de Pernambuco (Fiepe), Ricardo Essinger, e o presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), David Barioni.

Projeto Brasil Trade

No âmbito do PNCE, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) realizou a Rodada de Negócios Brasil Trade, nos dias 16 e 17 na sede da Fiepe, com o objetivo de impulsionar as exportações de micro, pequenas e médias empresas. A ação contou com 50 empresas pernambucanas iniciantes na atividade exportadora e oito empresas comercias exportadoras.

Para promover a rodada de negócios, a Apex-Brasil convidou quatro compradores internacionais, de Costa Rica, Angola e Bolívia. A expectativa é fechar negócios na ordem de US$ 3 milhões. A rodada envolveu empresas dos os setores de alimentos e bebidas, higiene e cosméticos e moda.

A primeira fase desta etapa do projeto ocorreu nesta segunda-feira (16), na sede da Fiepe, com trading companies de Pernambuco, Bahia, Paraíba e São Paulo. Foram realizados encontros entre essas tradings e compradores internacionais de Bolívia, Costa Rica e Angola. A expectativa é que sejam gerados US$ 3,6 milhões em negócios, sendo que mais de US$ 1 milhão já foram realizados (negócios fechados) e há mais US$ 2,550 milhões em negociação para os próximos 12 meses.

Nesta terça-feira, 60 empresas pernambucanas – dos setores de alimentos e bebidas, higiene e limpeza, vestuário e calçados, máquinas e equipamentos, e casa e construção – se encontraram com as trading companies e comerciais exportadoras, que irão avaliar os produtos e vendê-los no exterior.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior

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